quarta-feira, junho 27, 2007



Hoje ouvi um som que despertou as minhas memórias adormecidas.
Memórias do meu tempo no Alentejo, do meu tempo de menina e moça em que tudo parecia fácil e à "mão de semear"...
Fiquei ali a olhar para aquele homem que parece querer manter viva uma tradição que eu julgava desaparecida.
O toque da gaita do amola tesouras é igual ao que eu recordo.
Lembrei-me também dos que arranjavam guarda-chuvas, dos que vendiam loiças de barro do Redondo com os seus burros( quando era miúda ficava cheia de pena dos animais por irem tão carregados...)
São figuras de um tempo que na maior parte dos casos já pertencem ao passado mas pelo menos o amola-tesouras que eu vi e ouvi hoje ainda por aí anda tentando sobreviver com a ajuda do som da sua gaita.


5 comments:

Tiago disse...

Olá! Antes de mais, obrigado pelos comentários deixados no meu blog! Foram muito importantes. POr vezes também recordo coisas da minha infância. Seria bom que alguns dos hábitos se mantessem, em vez de caírem em desuso pelo tempo!

Franky disse...

Nas grandes cidade também se ouviam, mas agora já ninguém costura nem manda arranjar chapéus de chuva! Os chapéus de chuva são para usar e deitar fora, a roupa vai pelo mesmo caminho.
Os sons do passado trazem-nos de volta as nossas memórias. As boas e as más. Sempre que se ouvia um amola-tesouras dizíamos que iria chover em breve. O que por vezes acontecia.
Por aqui pelo Oeste ainda se vê muitas vezes o amola-tesouras, mas pouco trabalho arranjam nos nossos dias.

Repórter disse...

Parece que alguém quer fazer ressuscitar essa nobre arte.
Aqui pelos meus lados, já ouvi o amolador, por duas vezes.
Da segunda vez, abordei-me do senhor e perguntei-lhe o significado daquela "aventura".
Resposta pronta:" meu caro senhor, a vida está má e como não sei roubar, dedico-me a isto".
E lá foi, com a gaita entre os lábios.

palixa disse...

Ola...
voltaste.
Muitos beijinhos

Paula

Eskisito disse...

É de facto algo belo, que nos leva ao passado. Aqui ainda resiste um. Mas, tenho de admitir que não uso os seus serviços. Tal como não vou ao sapateiro e a montes de outras profissões que ainda resistem.
Evolução dos tempos...um dia até eu serei obsoleto.

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