sábado, maio 17, 2008


“Já corremos de mãos dadas
a mais secreta noite do mundo.
Já subimos ao alto da montanha.
Sabemos todos os nomes do medo e da alegria.
Em ti me transcendo.
Podia morrer nos teus olhos
se nestes dias de cigarras doidas
perderes de vista o meu coração vagabundo.
Dá-me um sinal.
Abraçar-nos-emos de novo
antes dos rigorosos frios.
De novo o grande sobressalto.
O formidável estremecimento dos instantes felizes.
Podia morrer nos teus olhos amada rádio”

Fernando Alves

9 comments:

Bruno disse...

amada rádio...

..saudade!

Um beijo grande!

OBSERVADOR disse...

Quando penso na rádio, não posso deixar de fazer uma comparação.
O antes e o depois (actual).

Antes havia rádio. Hoje não.
Antes existiam grandes profissionais. Hoje não.

Não chega dizer as horas, prever chuva ou sol, falar em banalidades que nada dizem.

Antes, falava-se PELO microfone.
Hoje, fala-se PARA o microfone.

Rádio é comunicação e, como se sabe, esta só se consegue se houver reciprocidade.
Entendimento nos dois sentidos.

Esperemos melhores temos.
Não prestam as rádio "jukebox", cujas "playlist" teimam em tornar o fundo musical num ruído estranho.

Dina, com este tema, escreveria até à exaustão.
Mas este espaço será para opiniões curtas. Tanto quanto possível.

Desculpa mas a minha ainda paixão pela rádio, impede-me de tirar os dedos do teclado.

Tite disse...

Já percebi que não há amor como o primeiro!!!!
Com tantas saudades só tens mesmo que voltar.
O que é que estás à espera?
Não sabes que o sonho comanda a vida?
Beijarocas

PS - Obrigada pelos esclarecimentos sobre a cantora do hino que a minha irmã transcreveu para o Leoa Assanhada.
SL

Pitanga Doce disse...

Se voltasses a ter um programa de rádio ia telefonar para lá todos os dias e dizer:- Ó Dina, toca aquela música. E tu:- Qual?
-Aquela que começa assim la la na na. Que aquele cantor canta, junto com aquela banda. Sabes qual é? hehehe
beijos, Dina

Dina disse...

As saudades são muitas mesmo.
Foram muitos anos.
Concordo contigo Observador...hoje a rádio na maior parte dos casos perdeu todo o encanto por culpa de alguns que se dizem especialistas mas que de comunicação e sobretudo do que deve ser a rádio nada entendem.
Tite, se me deixassem voltava mas para a maior parte dos que mandam estou VELHA...desactualizada...para mim a rádio ainda é uma coisa que se faz a dois...nós e o ouvinte e eles não a entendem assim.
Uma das melhores recordações que tenho diz respeito a um telefonema que recebi dum ouvinte que me ouvia pela primeira vez, ia a passar pela região e sintonizou a rádio por acaso. Ligou apenas para me dar os parabéns porque era ouvinte assíduo de rádio e poucas vezes tinha sentido tanta empatia. Segundo ele eu era uma grande comunicadora.
Para mim foi um enorme incentivo. Não era um ouvinte habitual, era a primeira vez que me ouvia e eu tinha conseguido chegar até ele.
Tinha uma ouvinte que me dizia que comigo ela fazia...radioterapia, ouvir-me fazia-lhe bem e dava-lhe forças para seguir em frente mesmo quando as coisas estavam mais complicadas.
São estas recordações que me fazem sentir que valeu a pena.
Pitanga...e eu ia descobrir qual era de certeza.
Beijinhos a todos!!

Cruxe disse...

Com as rádios "jukebox" (como, muito bem, diz o observador) dou por mim no carro a fazer uma viagem inteira com o rádio em "auto-search", saltando de estação em estação, de 5 em 5 segundos e parando cada vez que ouço uma voz. Porque a música, essa é sempre a mesma, de rádio para rádio.

Sorrisos em Alta disse...

Que inveja de um estudiozinho assim!

SA disse...

tens que por aqui uma foto do mamarracho que está no outro estúdio... se é que ainda lá está.

SA disse...

ah e já me esquecia:"muito trabalhei eu neste estúdio"... n serviu para nada mas pronto.

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