terça-feira, agosto 14, 2007

Se eu tivesse dito, se eu tivesse feito, se eu tivesse ido
O “se” é aquilo que fica entre o sim e o não
Não dá a idéia de tempo, nem de possibilidade
Talvez seja melhor ter o aborrecimento mais profundo
Ter feito a mais, ter feito de tudo
a ficar com aquele “se” na cabeça, com a idéia de não
ter feito o que devia
Se eu não tivesse dito, se não assinasse, se não fizesse a dívida
Se eu não tivesse feito mal a quem eu amava, se eu não desistisse...
Quem é nunca na vida teve um “se” ou um “se não” ?

O se é a pausa prolongada...
A quebra do ritmo.
A ausência de melodia.

O “se” e o “quase” ...

Impedem a fluência e o som do viver

Lara Madeira

Lembrei-me deste texto quando li esta frase que segundo a comunicação social foi dita por Kate McCann:
"Prefiro sabê-la morta a viver na incerteza"

Não vou falar deste caso...é demasiado sério e doloroso para que alguém que só conhece os factos através dos meios de comunicação, se atreva a dar opiniões.
Parece-me condenável a atitude dos media ingleses. A sua campanha contra a PJ é absurda. Como é que podem atirar pedras, quando casos como este são tão frequentes em Inglaterra e a polícia não os consegue resolver?
Em Portugal existem neste momento segundo as estatísticas 8 casos de crianças desaparecidas por resolver, em Inglaterra são pelo menos 80.
Como é que se consegue viver com a incerteza de não se saber o que aconteceu?
Como é que estes pais vão conseguir viver o resto das suas vidas com o peso da culpa que sentem por terem deixado as crianças sózinhas?
O sentimento de culpa pode ser devastador...e neste caso muito mais que em qualquer outra situação.
É o viver permanentemente com um "Se"...

3 comments:

Repórter disse...

Na minha opinião de modesto, mas atento observador, há muita coisa estranha em redor deste caso.
Se a polícia inglesa é melhor que a portuguesa ou vice versa, não me interessa nada.
Se há mais desaparecidos em Inglaterra do que em Portugal, para mim é irrelevante.

O que me ficará na mente depois de tudo isto, é a forma como a menina desapareceu do apartamento.
Ninguém viu nada? Os pais estavam, ou não, de olho no sonos dos filhos?
Por que razão demoraram tanto tempo a dar o alarme?
O que significam os sinais de sangue encontrados no apartamento?

Aqui, como noutros tantos casos, toma relevo o silêncio dos inocentes.

Franky disse...

Eu já não consigo ter uma opinião, simplesmente aguardo o desenrolar dos acontecimento, sempre na esperança que estes mistérios sejam dia descobertos e os inocentes vingados.

Eskisito disse...

Não consigo manter o interesse por esta história...só tenho pena da rapariga...

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