quarta-feira, janeiro 17, 2007

...que eu gosto desta senhora! (Já da imagem dela...acho que devia contratar um assessor de imagem)

Chama os bois pelo nome!!



A Procuradora-Geral Adjunta Maria José Morgado considera que o aborto ilegal é um "negócio que produz dinheiro sujo, que não é tributado, que circula em canais clandestinos", enquadrando-se no âmbito dos “fenómenos que potenciam a corrupção, a venalidade e crimes de enriquecimento ilícito”.

Maria José Morgado, que participou esta quarta-feira de manhã numa conferência realizada na Assembleia da República organizada pelo grupo parlamentar socialista subordinada ao tema "Sim à Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez ", comparou ainda algumas clínicas que realizam abortos em Portugal a ‘slot machines’ de ganhar dinheiro

Durante a sua intervenção, a Procuradora-Geral Adjunta, que defende o ‘Sim’ no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro, alertou para o facto de a lei não ser “uma varinha mágica", realçando que os problemas sociais que levam ao aborto vão subsistir. Todavia, defendeu a necessidade de existirem regras, que levem a um maior controlo, já que a “clandestinidade é o vale-tudo".

A Procuradora-Geral Adjunta classificou a lei existente actualmente como "injusta” e “excessiva”, argumentando que perdeu a força, pelo que “mantê-la no Código Penal, para lá de ser uma hipocrisia, pode ser uma porta aberta para excessos totalitários", defendeu.

4 comments:

Arte em Movimento disse...

E lá subiu mais um degrau na minha consideração!
São mulheres como esta que fazem falta a Portugal.

Anónimo disse...

Gosto desta Senhora, é disciplinada! sabe o que quer e levanta a voz quando necessário.
Como partilho da sua opinião, no dia 11 de Fevereiro lá estarei para votar neste referendo!!!

Beijinho,

Donzília

Reporter disse...

Assessor de imagem? É absolutamente irrelevante para quem não tem papas na língua e diz coisas que o povo quer ouvir, sem demagogia.
A imagem de Maria José Morgado vem de dentro. Da sua força.

Anónimo disse...

Precisavamos de muitas pessoas como ela, esperemos que possa resistir aos poderes instalados e que se mantenha firme na defesa das suas convicções. Sou homem e por isso sei que nós cedemos muito mais fácilmente. Elas, deste calibre, são poucas, mas essas poucas podem se quiserem fazer muito....

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