quinta-feira, julho 31, 2008

Olá Dina. Tu tens um trabalho maravilhoso! Há pessoas que vivem sós e estão sempre a ouvir os programas de rádio onde podem dar a sua opinião para falarem um pouco, os locutores são a sua família, como bem dizes é como se os estivessem a ver, mesmo sem os conhecer. Uma senhora que está acamada tem o radio e o telefone ao lado e liga sempre para pedir um disco para poder falar um pouco com quem está do outro lado, fica toda feliz porque já a conhecem pela voz e, até se sente melhor das maleitas, Parabéns pelo teu trabalho.

Mary...tens toda a razão. Este trabalho é maravilhoso!!

A rádio cruzou-se na minha vida por acaso. Em 1975, tinha eu 14 anos, nascia o Emissor Regional de Elvas.
Um dia ouvi que estavam a fazer testes para novos locutores e lá fui eu.
Deram-me um texto das Forças Armadas para ler e um disco de música francesa e um inglês para apresentar.
O estúdio era feito com mantas da tropa.
E o bichinho...instalou-se.
Passaram 33 anos.
Há rádios que não me dizem nada.
Rádios que apenas debitam música.
Gosto da rádio que está perto das pessoas.
Gosto de falar com os que lá em casa me tratam como se me conhecessem de toda a vida sem nunca me terem visto.
Tenho que passar música que em casa nunca ouviria?
Claro que sim. Mas esse preço é baixo comparado com o carinho que recebemos de quem nos ouve.
A rádio é a minha paixão maior.
Não é uma profissão que se tenha para ganhar dinheiro...rádio... só por amor.
É um amor eterno!!!
Um amor que um grande senhor da rádio descreve assim:

“Já corremos de mãos dadas
a mais secreta noite do mundo.
Já subimos ao alto da montanha.
Sabemos todos os nomes do medo e da alegria.
Em ti me transcendo.
Podia morrer nos teus olhos
se nestes dias de cigarras doidas
perderes de vista o meu coração vagabundo.
Dá-me um sinal.
Abraçar-nos-emos de novo
antes dos rigorosos frios.
De novo o grande sobressalto.
O formidável estremecimento dos instantes felizes.
Podia morrer nos teus olhos amada rádio”

Fernando Alves
terça-feira, julho 29, 2008

-Já está no meu coração. Quando se for embora vou ter muitas saudades suas.

Ouvi isto hoje da boca da Natália.
Não sei quantos anos tem a Natália.
Não sei que aspecto tem a Natália.
Só lhe conheço a voz. É doce e meiga. Muito educada.
A Natália é diferente. A Natália será, infelizmente, olhada com discriminação por algumas pessoas.
Pessoas que não têm o dom da Natália. O dom de gostar dos outros. De forma simples. Genuína.
Tem o dom de estabelecer vínculos assentes apenas na sua generosidade.
A Natália tem o dom de gostar de quem lhe toca o coração, mesmo que nunca as tenha visto.
Esta é quanto a mim a grande diferença da Natália...


...do Snoopy e da Mafalda.
(se clicarem na foto talvez consigam ler também...)
domingo, julho 27, 2008



Este já ganhámos!!

Sé de Viseu


Alcochete

Há alguém que definitivamente não gosta de portas...é a segunda vez que apesar de ter mandado a foto elas não são colocadas.
Eu sei que não sou nada entendida em fotografia e que só as mando para continuar a ter alguma ligação a uma terra que considero como minha...mas pelos vistos é mais uma porta fechada, mais uma ligação quebrada.
O Alentejo vai ficando cada vez mais longe...

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