domingo, fevereiro 11, 2007
Muito importante! Vale a pena ler...
QUERO SER UMA TELEVISÃO
A professora do ensino básico Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam
que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada.
O marido, que, nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou-lhe:
"O que é que aconteceu?"
Ela respondeu:
"Lê isto."
Era a redação de um aluno.
"Senhor, esta noite peço-te algo especial: Transforma-me numa televisão.
Quero ocupar o lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a
minha família à volta....
Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado.
E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
E ainda que os meus irmãos discutam para ver quem fica ao pé de mim.
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
Senhor, não te peço muito...
Só quero viver o que vive qualquer televisão"
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
"Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais..."!
E ela olhou-o e respondeu:
"Essa redação é do nosso filho".
Recebido por e-mail.
QUERO SER UMA TELEVISÃO
A professora do ensino básico Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam
que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada.
O marido, que, nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou-lhe:
"O que é que aconteceu?"
Ela respondeu:
"Lê isto."
Era a redação de um aluno.
"Senhor, esta noite peço-te algo especial: Transforma-me numa televisão.
Quero ocupar o lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a
minha família à volta....
Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado.
E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
E ainda que os meus irmãos discutam para ver quem fica ao pé de mim.
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
Senhor, não te peço muito...
Só quero viver o que vive qualquer televisão"
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
"Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais..."!
E ela olhou-o e respondeu:
"Essa redação é do nosso filho".
Recebido por e-mail.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Acabei de ouvir num dos tempos de antena do PSD esta frase de um dos defensores do Não:
" O dom supremo da vida encontra-se num plano superior ao da qualidade de vida"
Alguém me explica isto?
Pelo que eu entendi o que importa é vir ao mundo...o tipo de vida que depois tenha...isso é secundário.
Será isto ? Ou terei percebido mal??
Uma criança tem é que vir ao mundo...depois de cá estar pode ser maltratada, violada...até morta.
Mas veio ao mundo!
Viveu!!
E para os defensores do Não o importante é que tenha vindo ao mundo...depois de cá estar...tem que aguentar o que lhe aparecer pela frente.
É isto que quer dizer essa frase que acabei de ouvir??
Se é isso...não obrigado.
Este argumento só serve para que me convença ainda mais que o mais correcto é votar SIM!!!
" O dom supremo da vida encontra-se num plano superior ao da qualidade de vida"
Alguém me explica isto?
Pelo que eu entendi o que importa é vir ao mundo...o tipo de vida que depois tenha...isso é secundário.
Será isto ? Ou terei percebido mal??
Uma criança tem é que vir ao mundo...depois de cá estar pode ser maltratada, violada...até morta.
Mas veio ao mundo!
Viveu!!
E para os defensores do Não o importante é que tenha vindo ao mundo...depois de cá estar...tem que aguentar o que lhe aparecer pela frente.
É isto que quer dizer essa frase que acabei de ouvir??
Se é isso...não obrigado.
Este argumento só serve para que me convença ainda mais que o mais correcto é votar SIM!!!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Tinha 15 anos, faria 16 no dia seguinte...mas não chegou lá. Pelo menos não com vida.
Morreu sozinha numa rua de Évora. Esvaiu-se em sangue. Sozinha.
Estávamos em Janeiro...já passaram mais de 30 anos mas parece que foi ontem.
Éramos amigas desde miúdas, andávamos na mesma turma e estávamos sempre prontas para nos apoiarmos uma à outra, sobretudo quando as coisas envolviam uma partida pregada a algum professor.
Era o nosso primeiro ano longe uma da outra. Ela ficou no Alentejo e eu vim estudar para Queluz.
Ela conheceu alguém que nunca devia ter conhecido. Ela deixou de ser uma jovem alegre de longos cabelos pretos e passou a ser um brinquedo nas mãos de alguém que usava as mulheres a seu bel-prazer. Na altura ninguém se lembrou que ela era menor e ele um homem feito e já com filhos. Se alguém se lembrou não achou importante fazer qualquer coisa para colocar um ponto final na situação. Deixou andar. Calou e consentiu.
Um dia na véspera de completar 16 anos apareceu morta numa rua de Évora.
Tinha ido fazer um aborto. Sem qualquer tipo de segurança. Numa casa qualquer de uma mulher qualquer sem escrúpulos.
Ficou toda destruída por dentro...
Foi atirada para uma rua escura num fim de tarde de Janeiro...
E ali encontrou a morte...sozinha porque quem a levou não tinha um pingo de moral nem de consciência e fugiu. Deixou que a morte chegasse e ela estivesse ali deitada numa rua escura e fria...sozinha.
Não lhe deram mais um dia para fazer 16 anos.
A Nanita, era assim que os amigos a tratavam, morreu como têm morrido tantas meninas e mulheres neste país...às mãos de gente sem escrúpulos que se têm enchido de dinheiro à custa da desgraça dos outros.
Para que nunca mais nenhuma Nanita morra sozinha numa rua fria e escura de uma qualquer cidade deste País...eu voto SIM!!
P.S. -Esta não é uma estória de ficção...esta é uma história bem real, demasiado real e dolorosa para a família e amigos da Nanita. Aconteceu há mais de 30 anos...mas podia ter sido hoje.
Adenda:
A minha filha perguntou-me porque escrevi "estória" e não "história"...eis a explicação para quem tenha a mesma dúvida.
Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.
Alguns consideram o termo arcaico, mas ele difere claramente de "História", pelo primeiro ser algo inventado e o segundo algo verídico.
O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, uma vez que pode ser feita a distinção entre "história " (com caixa baixa ou minúscula) e "História" (com caixa alta ou maiúscula). O primeiro termo significa narrativa, ficção e o segundo refere-se à ciência que estuda o Homem no tempo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Morreu sozinha numa rua de Évora. Esvaiu-se em sangue. Sozinha.
Estávamos em Janeiro...já passaram mais de 30 anos mas parece que foi ontem.
Éramos amigas desde miúdas, andávamos na mesma turma e estávamos sempre prontas para nos apoiarmos uma à outra, sobretudo quando as coisas envolviam uma partida pregada a algum professor.
Era o nosso primeiro ano longe uma da outra. Ela ficou no Alentejo e eu vim estudar para Queluz.
Ela conheceu alguém que nunca devia ter conhecido. Ela deixou de ser uma jovem alegre de longos cabelos pretos e passou a ser um brinquedo nas mãos de alguém que usava as mulheres a seu bel-prazer. Na altura ninguém se lembrou que ela era menor e ele um homem feito e já com filhos. Se alguém se lembrou não achou importante fazer qualquer coisa para colocar um ponto final na situação. Deixou andar. Calou e consentiu.
Um dia na véspera de completar 16 anos apareceu morta numa rua de Évora.
Tinha ido fazer um aborto. Sem qualquer tipo de segurança. Numa casa qualquer de uma mulher qualquer sem escrúpulos.
Ficou toda destruída por dentro...
Foi atirada para uma rua escura num fim de tarde de Janeiro...
E ali encontrou a morte...sozinha porque quem a levou não tinha um pingo de moral nem de consciência e fugiu. Deixou que a morte chegasse e ela estivesse ali deitada numa rua escura e fria...sozinha.
Não lhe deram mais um dia para fazer 16 anos.
A Nanita, era assim que os amigos a tratavam, morreu como têm morrido tantas meninas e mulheres neste país...às mãos de gente sem escrúpulos que se têm enchido de dinheiro à custa da desgraça dos outros.
Para que nunca mais nenhuma Nanita morra sozinha numa rua fria e escura de uma qualquer cidade deste País...eu voto SIM!!
P.S. -Esta não é uma estória de ficção...esta é uma história bem real, demasiado real e dolorosa para a família e amigos da Nanita. Aconteceu há mais de 30 anos...mas podia ter sido hoje.
Adenda:
A minha filha perguntou-me porque escrevi "estória" e não "história"...eis a explicação para quem tenha a mesma dúvida.
Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.
Alguns consideram o termo arcaico, mas ele difere claramente de "História", pelo primeiro ser algo inventado e o segundo algo verídico.
O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, uma vez que pode ser feita a distinção entre "história " (com caixa baixa ou minúscula) e "História" (com caixa alta ou maiúscula). O primeiro termo significa narrativa, ficção e o segundo refere-se à ciência que estuda o Homem no tempo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Este texto é de Rita Ferro Rodrigues.
Carminho & Sandra
Carminho senta - se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora .Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.
(Mais a baixo na cidade)
Sandra senta - se no banco côr - de - laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda - chuva aos pés gelados e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.
O BMW e o autocarro 22 cruzam - se a subir a Avenida Infante Santo.
Ler post completo AQUI
Carminho & Sandra
Carminho senta - se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora .Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.
(Mais a baixo na cidade)
Sandra senta - se no banco côr - de - laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda - chuva aos pés gelados e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.
O BMW e o autocarro 22 cruzam - se a subir a Avenida Infante Santo.
Ler post completo AQUI
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Passaram 7 dias...e passaram 7 anos.
O tempo tornou-se demasiado rápido...
Parece que a morte vem sempre em dose dupla.
Há sete anos morreram as minhas irmãs, uma a 23 de Janeiro e outra a 10 de Abril.
Passados 7 anos morreu no dia 24 o meu cunhado, marido duma dessas minhas irmãs e no dia 26 a minha mãe.
Aprendi a lidar com a morte...e a manter vivas no meu coração as pessoas de quem gosto, no entanto não é fácil aceitar que não as voltamos a ver, a falar com elas...a sorrir e a chorar juntas.
A vida da minha mãe não foi fácil e até depois de morta as dificuldades continuaram.
Só foi possível deixá-la na sua última morada 4 dias depois de ter partido. Uma vez mais a burocracia deste país tornou uma situação já por si dolorosa...em algo ainda pior, mais dolorosa e muito mais dispendiosa.
Não sabia que se podia recusar dar sepultura a uma pessoa apenas por não ser eleitor daquele concelho...que se podia tratar uma pessoa depois de morta como mercadoria, obrigando-a a andar de um lado para o outro.Tudo se resolveu à custa de dinheiro...comprando um lugar para que ela pudesse descansar. Só neste país...
Mas a vida tem que seguir o seu curso...para aqueles que por cá vamos continuando.
Como me disse alguém neste blogue...será o abraço e o amor dos que gostam de nós que nos ajudam a seguir em frente.
A todos os que me deixaram o seu apoio e o seu carinho aqui, por telefone e pessoalmente ...OBRIGADO!!
O tempo tornou-se demasiado rápido...
Parece que a morte vem sempre em dose dupla.
Há sete anos morreram as minhas irmãs, uma a 23 de Janeiro e outra a 10 de Abril.
Passados 7 anos morreu no dia 24 o meu cunhado, marido duma dessas minhas irmãs e no dia 26 a minha mãe.
Aprendi a lidar com a morte...e a manter vivas no meu coração as pessoas de quem gosto, no entanto não é fácil aceitar que não as voltamos a ver, a falar com elas...a sorrir e a chorar juntas.
A vida da minha mãe não foi fácil e até depois de morta as dificuldades continuaram.
Só foi possível deixá-la na sua última morada 4 dias depois de ter partido. Uma vez mais a burocracia deste país tornou uma situação já por si dolorosa...em algo ainda pior, mais dolorosa e muito mais dispendiosa.
Não sabia que se podia recusar dar sepultura a uma pessoa apenas por não ser eleitor daquele concelho...que se podia tratar uma pessoa depois de morta como mercadoria, obrigando-a a andar de um lado para o outro.Tudo se resolveu à custa de dinheiro...comprando um lugar para que ela pudesse descansar. Só neste país...
Mas a vida tem que seguir o seu curso...para aqueles que por cá vamos continuando.
Como me disse alguém neste blogue...será o abraço e o amor dos que gostam de nós que nos ajudam a seguir em frente.
A todos os que me deixaram o seu apoio e o seu carinho aqui, por telefone e pessoalmente ...OBRIGADO!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Gente da Minha Terra
Por Onde Ando
- 100 mais nem menos
- Aldeia da Minha Vida
- A Fada Guerreira
- A minha Rádio
- A Nossa Rádio
- A Rádio em Portugal
- Azula
- Bancada Sul
- Blogouve-se
- Blogue do Bruno
- Blogue da Matilda
- Blogue do Marronco
- Blog da Sílvia
- Blog da Sílvia II
- Clube de Fãs de Luis Represas
- Código Verde
- Coisas Minhas
- De Gaivotas e não só...
- Deixa-me
- Em Banho Maria
- Espectacológica
- É tão bom ser avó
- Grilinha
- Leoa Assanhada
- Luis Represas-site oficial
- Manualidades da Júlia
- Mente Flutuante-Lilipat
- Na Casa do Rau
- O Leão da Estrela
- Observador
- O meu outro lado
- O Pescador
- Pendulices
- Pequenos Deuses
- Pitanga Doce
- Pormenoridades
- Quarto Crescente
- Rosa dos Ventos
- Sexta-feira
- Sombras de Mim
- Sorrisos aos molhos
- Sorrisos em Alta