segunda-feira, outubro 03, 2005

Este fim de semana estive na Casa Pia. Fui a um casamento a Lisboa e espanto dos espantos...o copo de água foi servido no refeitório do Colégio Pina Manique em Belém ou seja a Casa Pia.
Pensei várias vezes nas crianças que cresceram dentro daquelas paredes e quando senti necessidade de ir à casa de banho...meu deus...as benditas casas de banho de que tanto se fala, duas delas pelo menos, ficavam dois pisos abaixo como se de autênticas catacumbas se tratassem.
Confesso que fiquei com pele de galinha e que ao pensar nas crianças que tinham que descer tanta escada para ir à casa de banho, numa casa já por si um pouco assustadora com os seus tectos altos e os corredores escuros...quando pensei nessas crianças e imaginei o horror porque muitas delas passaram...fui assolada por um misto de sentimentos: dor , revolta, horror e muitos outros que são difíceis de traduzir por palavras.
Espero que nunca mais nenhuma das crianças que continuam a frequentar aquele colégio, tenha que passar pelo mesmo horror e que apesar do caminho ser já por si assustador... seja o único a provocar-lhes medo.
Que este assunto chegue ao fim com a punição de quem merece ser punido, seja ele importante ou não, mais ou menos conhecido , famoso ou anónimo.
Oxalá se faça justiça e se consiga perceber quem mente e quem fala verdade.

Nota: Desconhecia que a Casa Pia alugasse o seu espaço para festas de Casamento ou outras...
terça-feira, setembro 20, 2005













Começa hoje o S. Mateus 2005.
Dentro de duas horas aproximadamente sai a Procissão dos Pendões que significa o arranque oficial das Festas em honra do Sr. Jesus da Piedade.
Bom S. Mateus para todos!
segunda-feira, setembro 12, 2005
Cada um dança ao som da música que quer...sempre, ou quase sempre, foi assim e acho muito bem.

O que já não me parece tão bem é que me queiram transformar numa marioneta obrigada a dançar ao som da música que outros tocam.

Vem isto a propósito de algumas situações que se têm verificado nos últimos dias.Com as eleições autárquicas à porta cada partido ou coligação tenta puxar a si o maior número de votos. Até aí...nada de novo.

Agora que recorram à convocatória sistemática de conferências de imprensa, isso já me desagrada e de que maneira.

Banalizar assim, um recurso até agora utilizado para dar conhecimento de assuntos importantes, transformando-o numa arma de arremesso, parece-me uma enorme falta de respeito por quem faz desta vida profissão.

Utilizar assim os jornalistas e os respectivos órgãos de comunicação é no mínimo de mau gosto.

Recuso-me a participar neste carnaval.

Com atitudes assim os políticos e os eleitores só têm a perder...

Temos 25 dias até às eleições... (estou a escrever esta crónica a 12 e não estou a contar com o dia das eleições nem com a véspera) o que dá tempo mais que suficiente para fazer uma campanha a sério e deixar de lado estas brincadeiras que mais parecem de crianças.

Meus senhores façam-me um favor... respeitem os órgãos de comunicação da cidade/concelho do qual querem ser presidentes.

Nota – Esta "guerra" de conferências de imprensa é travada apenas por dois dos partidos/coligação candidatos à autarquia.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Tenho que arranjar tempo para mexer "nesta coisa" e colocar aqui os endereços de alguns dos blogs que tento acompanhar...
Neste momento não é fácil arranjar tempo.
A quem me linkou e não obteve o mesmo resultado da minha parte o meu pedido de desculpas e peço que tenham um pouco de paciência...que um dia eu chego lá!
terça-feira, setembro 06, 2005

Já tinha saudades de ver chover!
Soube-me bem quando ao início da tarde me caíram uns borrifos em cima...pena terem sido tão poucos!


Chuva


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na historia
Da historia da gente
E outros de quem nem o nome
Lembramos ouvir


São emoções que dão vida à saudade que trago
Aquelas que tive contigo e acabei por perder.
Há dias que marcam a alma e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer...

A chuva molhava-me o rosto gelado e cansado...
as ruas que a cidade tinha já eu percorrera

ai meu choro de moço perdido gritava à cidade...
que o fogo do amor sob a chuva à instantes morrera...

A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade...
E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade...



Jorge Fernando

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